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...VOU AMAR, ATÉ QUE O AMOR ACEITE QUE ELE NÃO TEM QUE SER RECÍPROCO.

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

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A Lei e a Justiça


A justiça não se bastou aos homens, mesmo que se possa considerar sua inerência à razão e todos se defendam razoáveis. Daí necessário se fez a Lei, embora não se possa afirmar que esta assegure aquela, o que, em princípio, deveria ocorrer; nem se possa contestar, livre de controvérsias, que essa não tenha sido a idéia basilar de seus idealizadores.
O que ora parece incontestável é que a Lei tornou-se a Senhora[1] da razão, e esta, elemento, sem nenhuma grandeza, daquela. Isso fica patente ao se observar casos em que o legal conjura o moral, mesmo aos olhos complacentes dos senhores defensores da Lei, da decência e da ordem.
O objeto da Lei ganhou todos os espaços, instou e confundiu a razoabilidade, escravizou a razão e se estabeleceu como força natural que tem o poder imanente de reger a vida do homem na sociedade. Percebe-se que a Lei caberia na sociedade, como o sal que impede que a matéria apodreça, revestindo a verdade factual, despida de conveniências.
Entretanto, não se pode descuidar de que o mesmo homem que defende a justiça, a qual relegou à sua Lei, outorgou a esta o status de defensora absoluta do direito, de um direito circunstancial. Convém, portanto, se entender o homem.


[1] A razão a serviço da Lei, quando devia ser ao contrario.

Poema

poesia, como você definiria?


poesia,
o que é poesia?
poesia… éééé… sei lá,
poesia é poesia!
é madruga ao pino do meio-dia,
é um dia estrelado,
só de estrelas-guia;
poesia é a noite,
é a chuva de açoite,
é a tristeza da alegria,
poesia é o som da palavra
é o sabor da melodia,
poesia é a crise em riso
poesia é o amor em agonia.