como posso amanhã não sentir nada,
ante ao que ora meu coração reclama?!
se sinto a vida tão desfacelada
a reduzir-se na voracidade dessa chama!?
como posso contentar-me na esperança
de que toda paixão é passageira
se tudo que resta por lembrança
só implora que esta seja a derradeira?
e assim se impõe essa dor soberana
tanto que a nobreza parece leviana
em tantos papéis num palco sozinha,
eis porque meu peito inflama
e querendo e não querendo a chama
essa dor de amor só minha
Robô Seguidor de Linha
Há 7 anos