dor de amor
como posso amanhã não sentir nada,
ante ao que ora meu coração reclama?!
se sinto a vida tão desfacelada
a reduzir-se na voracidade dessa chama?!
como posso contentar-me na esperança
de que toda paixão é passageira,
se tudo que resta por lembrança
só implora que esta seja a derradeira!
e assim se impõe essa dor soberana
tanto que a nobreza parece leviana
em tantos papéis num palco sozinha,
eis porque meu peito inflama
e querendo e não querendo chama
essa dor de amor só minha.
Robô Seguidor de Linha
Há 7 anos
2 comentários:
Cara, só agora pude passar no seu canto para ver e e ouvir teus cantos. Um passeio agradável aos olhos, aos sentidos e aos sentimentos. O que nos agrada, exige sempre uma outra visita, daí porque não nego que voltarei mais vezes.
Abração e muita paz camarada!
gostei daqui.
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