As atitudes políticas deveriam, invariavelmente, ser pensadas em prol
da sociedade e não em prol dos partidos políticos, como acontece no Brasil.
Quem pratica a injustiça, também pratica a desonestidade e, se mesmo entendendo
tais atitudes seus autores não mudam, indiscutivelmente, provam sua má fé. E se
uma atitude de quem quer que seja é nociva à sociedade e a esta não sobra
instrumento legal para se defender, sua legislação também é nociva.
Ser grande, quer partido, quer coligação política não pode representar
pré-requisito para assegurar as melhores ideias sobre os destinos de um país, estado
ou município, no entanto, é assim que a legislação brasileira trata o assunto.
Ou seja, quanto maior o partido ou coligação, maior seu tempo de rádio e
televisão para se dirigir ao povo e expor suas ideias e projetos, enquanto que
os partidos pequenos, mesmo que autores de ideias e propostas geniais para o
país, não terão tempo suficiente para apresentá-las. Desta forma, é a sociedade
que está sendo punida, duplamente punida. Primeiro: por ouvir apenas as
propostas dos “grandes” partidos, mesmo que nocivas aos seus interesses; segundo:
por não ouvir as propostas dos partidos menores, mesmos que geniais.
A política brasileira não está sendo feita em prol do Brasil, mas sim,
dos grandes partidos e coligações políticas empresariais. Todos perdemos com
isso. Naturalmente que tal atitude está sendo compartilhada por grande parte de
nós brasileiros, senão de todos, uns ingenuamente, outros, desonestamente. O
antigo e tão fadado voto de cabresto está sendo reconfigurado, enquanto a vida
está valendo menos que um celular. A violência está afogando o Brasil e os
brasileiros, uma onda de “erros médicos” está transformando pacientes em
defuntos, e a política da banalização avança como nunca destruindo e invertendo
valores, e nós, cada um a seu modo, discutindo nosso “futebol, nosso carnaval e
nossas novelas”.
Tudo é política, para o bem ou para o mal, e depois de eleitos, são
eles, nossos políticos os principais (ir)responsáveis, os mesmos que já estão
pedindo, mais uma vez, nosso voto. O rico já não se esconde do pobre, portanto,
não adianta separar o “centro da favela”, esta vai até aquele e com um 38 lhe
transforma em refém, até em defunto. Ou seja, o Brasil está matando o Brasil.
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