A
sociedade e o cidadão não são peças separadas e independentes, ao contrário,
eles são interdependentes, ou seja, um é parte do outro, de modo que a
sociedade apresenta o bem e o mal que seus cidadãos vivem e praticam, por
consequência, servindo-lhes de espelho e exemplo para a formação das novas
gerações.
Os
instrumentos de controle mais eficazes do Estado, como a educação e a religião,
têm se mostrado pouco eficientes frente à tarefa de formar um cidadão imune à
grande mazela social que é a corrupção, e suas razões são passíveis de todo
tipo de discussão.
Embora
tenhamos muitos discursos para defender ou acusar os males da formação humana,
ainda aparecemos distantes de um discurso que parece bem razoável, o que nos
aponta como cúmplices do mal que criticamos.
Saindo
do geral para o particular, convido você, ‘e-leitor’ conterrâneo, para fazermos
uma reflexão sobre uma particularidade nossa, quero dizer, de nossa terra,
Ribeira do Amparo - Bahia.
Vamos
dar uma volta ao passado, vamos fazer uma retrospectiva à nossa história
política, desde nossa emancipação, ocorrida a 14/08/1958, para tentarmos
entender melhor, se possível, a sociedade/cidade que recebemos de nossos
antepassados, como ela foi produzida, quem foram suas principais figuras, o que
fez cada uma, como e por que. Se conseguirmos entender nosso passado, isso
poderá nos ajudar, e muito, a fazermos um futuro melhor para as novas gerações,
ou, ao menos, criticarmos mais conscientemente aqueles a quem hoje condenamos.
Ribeira
do Amparo, de 14/08/1958 a 11/04/1985, tinha um território de 954,592 Km²,
atualmente com apenas 642,592 Km², pela emancipação de Heliópolis, teve como
administradores, nesse período, os Srs. Agenor
Brito, Maurício Batista Freire, José Dantas de Souza, Ivo Carleon, José Dantas
de Souza, João Cerqueira, José Dantas de Souza respectivamente, e de
1986 a 1992, o Sr. Zelito Gama, passado ao qual temos o direito de
perguntar: ante tão grande extensão territorial, de que montante de recursos
você, Ribeira do Amparo, dispunha e como o administrara? Pergunto isso por
conta da cidade que tínhamos até àquele momento.
Fiz
esta divisão temporal porque creio que todos saibam que a partir de 1985, como
já dito acima, Ribeira do Amparo perdeu parte de seu território, 312 km2, com a emancipação de Heliópolis, antigo Novo Amparo, o que
representa jogo político, quer para o bem, quer para o mal da cidade, e a quem
devemos atribuir tal feito?
Conforme
exposto acima, estão aí os administradores, digamos, do primeiro período de
Ribeira do Amparo, começando um novo a partir de 1993, com a administração de
Marcelo Brito e se estendendo até hoje com seus sucessores.
O
objetivo desse texto é, especialmente, para chamar atenção de um detalhe que
entendo como muito importante: um candidato a um cargo político, principalmente
prefeito, pela importância que ele terá frente à cidade, deve ter origem e passado limpos, sem manchas que atinjam sua honra/moral.
Como
a origem do candidato deve-se
observar quem ele é, quem é sua família, que interesses ele representa. Sobre
sua pessoa, por exemplo, é importante que se saiba sobre suas atividades e suas
posses. O que ele faz para viver é importante que não manche sua honra, e o que
ele tem como bens é importante que não tenha sido conseguido de forma obscura,
ou seja, sua vida deve ser limpa e transparente.
Quanto
à sua família, é importante que todos saibam que não há nada, nem no presente
nem no passado, que ele prefira esconder, pois isso poderia ir contra a postura
de uma pessoa que pretenda administrar uma cidade/o destino de um povo.
Quanto
ao que ele, candidato, representa, também é importante que a sociedade saiba,
pois, normalmente, as pessoas têm interesses, o que não é negativo por si só,
mas nem todo interesse se ajusta à atividade política. Sabemos que há políticos
que defendem interesses de alguns grupos como empresários, negociantes,
agronegócio, banqueiros, religiosos etc. que vão contra os interesses de toda a
sociedade, como a saúde, a educação, a segurança, o transporte público, entre outros.
Como
o passado do candidato, devemos
entender tudo que contribuiu para a formação de sua pessoa. O candidato ou a
candidata deve ter seu passado limpo, mas as pessoas precisam saber disso para
não votarem esperando uma coisa e depois descobrirem que votaram na pessoa
errada porque não conheciam sua história.
Todas
as pessoas, candidatas ou não, têm história, elas nasceram em algum lugar,
viveram, fizeram amizades e, em alguns casos, até inimizades. Assim, elas
construíram suas vidas, defenderam interesses, tiveram posições, opiniões,
participaram, ou não, de algum grupo, foram a favor ou contra alguma coisa.
Tudo isso, os eleitores precisam, ou deveriam, saber.
Quando
o eleitor vota em um candidato que ele conhece bem, ele, eleitor, tem menos
chance de se enganar. Pois, mesmo o pior dos políticos que pratica todo tipo de
picaretagem ele só está na política porque eleitores votaram nele. É importante
que você, eleitor, saiba que suas necessidades não passam com a venda de seu
voto, pelo contrário, o político que compra seu voto, ele sabe que suas
necessidades não podem acabar, pois se elas acabassem, ele, o político, não
seria mais eleito.
Se
você, eleitor, se queixa de sua vida, pense no que você está fazendo para que
seus filhos não tenham o mesmo destino seu?
Nesse
texto não poderia escrever tudo, sobre um candidato, mas pensei no básico, como
sugestão para o eleitor.
Fontes:
Um comentário:
É chocante nosso desinteresse pela política, pois não avançamos além das politicagens, algemados às simpatias aos políticos o que vai nos transformando em uma multidão alienada por opção ante as tragédias cometidas pelos profissionais da política no Brasil.
Postar um comentário